Experiência de aplicação da Plataforma INCLUA é apresentada em seminário de combate ao racismo institucional e promoção da igualdade racial
Na segunda-feira, 27 de abril de 2026, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) recebeu o seminário “Experiências institucionais em combate ao racismo e promoção da igualdade racial”. O evento, que reuniu técnicos, pesquisadores e especialistas, abordou os compromissos de combate ao racismo institucional, as estratégias de enfrentamento à discriminação nas instituições e as novas experiências de promoção da equidade. Neste terceiro ponto, foi detalhado o processo de aplicação do diagnóstico de risco de reprodução de desigualdades da Plataforma INCLUA nos equipamentos de cultura do Estado do Ceará.
Com este relato de experiência, os professores da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) e Universidade Federal do Ceará (UFC), Arilson dos Santos Gomes e Leandro Bulhões Jesus abriram a mesa “Forjando novos assujeitamentos por meio de políticas públicas: velhas e novas experiências de combate ao racismo institucional e promoção da equidade”. A coordenadora de Gestão da Integridade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiza Souza Caldas, encerrou a mesa, que foi mediada pelo coordenador da INCLUA, Roberto Pires, ao abordar o processo de implementação do Protocolo de Igualdade Racial no instituto.
Gomes e Jesus possuem curadorias disponíveis na Plataforma INCLUA, as quais abordam temáticas afins à gestão da cultura. A respeito da participação no seminário, o professor da UNILAB destacou a experiência institucional de promoção da igualdade étnico-racial através das ferramentas da INCLUA desde o Programa Cientista-Chefe da Cultura do Governo do Estado do Ceará. Gomes destacou que as iniciativas como as do seminário “Experiências institucionais em combate ao racismo e promoção da igualdade racial” fortalecem as ações afirmativas e o combate ao racismo e às discriminações.
“O evento reuniu pessoas que trouxeram contribuições tanto do campo privado quanto da gestão pública, procurando compreender as dimensões do racismo institucional. Apresentamos os resultados práticos, desde a articulação, com o Programa Cientista-Chefe, que culminou no Guia INCLUA da Cultura, as aplicações nos 27 equipamentos culturais do Ceará e a elaboração dos planos de ação afirmativa desses equipamentos. Foi uma experiência muito rica. Eventos como os de hoje, além de legitimar, eles possibilitam o entendimento sobre práticas que permitam as ações afirmativas e suas diversas modalidades mais do que combater as discriminações, mas efetivamente fazer as instituições trabalharem em prol de um atendimento que a legislação já aponta, mas que na prática tem muito a avançar”, disse.

Professor Arilson dos Santos Gomes. Crédito: Thiago Albuquerque/Ipea.