Provocado pela emissão de medida cautelar do Supremo Tribunal Federal (STF) em resposta à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 976 do (ADPF/986), o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) publicou, em 2023, um diagnóstico com base nos dados e informações disponíveis em registros administrativos e sistemas do Governo Federal. A publicação reúne informações do Cadastro Único, do Registro Mensal de Atendimento, Censo SUAS, SINAN, CNES e SISAB.

Essa publicação apresenta os dados do primeiro censo da população em situação de rua realizada em âmbito nacional. Coordenada pela Secretaria Nacional da Assistência Social (SNAS) e pela Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (SAGI) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Censo é resultado da ‘Pesquisa Nacional sobre a População de Rua’, realizada pelo governo federal, e nesse material o leitor terá acesso aos dados, metodologias, bem como às propostas de polícias públicas do governo federal voltadas para essa população.

Sugerido pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA/UERJ), convidado a realizar a Curadoria nº 12 da Plataforma INCLUA ‘Políticas de ação afirmativa, relações raciais e opinião pública’, esse material apresenta a evolução das desigualdades raciais, de renda e gênero no Brasil. O relatório utiliza dados de pesquisas domiciliares do IBGE, cobrindo o período de 1987 (ano no qual o quesito cor/raça passou a fazer parte da sistemática dos inquéritos) até 2022 (ponto mais recente dos dados).

A Ferramenta de Análise de Lacunas dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (Ferramenta de Women´s Empowermnet Principles – WEPs) é resultado da articulação entre a United Nations Global Conpact e ONU Mulheres (UN Woman) e tem como objetivo auxiliar as empresas a identificarem pontos fortes, lacunas e oportunidades para melhorar seu desempenho em igualdade de gênero. Por meio do preenchimento de um formulário, as empresas podem descobrir se, e, como, suas empresas estão contribuindo com o avanço da igualdade de gênero, bem como identificar possíveis ações que podem ser tomadas para fortalecer ainda mais essa iniciativa.

A Rede de Políticas Informadas por Evidências (Evidence-Informed Policy Network – EVIPNet) trabalha no sentido de fomentar o uso apropriado de evidências científicas no desenvolvimento e na implementação de políticas públicas. A ‘Síntese de evidências para políticas de saúde: enfrenando o beribéri em terras indígenas’ é resultado da articulação de várias instituições que trabalham segundo esse princípio, e tem como objetivo apoiar formuladores e implementadores de políticas de saúde na resolução de problemas e identificação de riscos na provisão de saúde para a população indígena no Brasil.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sistematizou em sua plataforma uma série de publicações relacionadas a questões de saúde e equidade. Na página “Pense +: Destaques Equidade” estão disponíveis artigos e matérias sobre a pandemia da Covid-19 e as vulnerabilidades sociais, e ainda dados da pandemia considerando questões de gênero, geração, raça, classe, etc.

A plataforma CoronaCidades foi criada por três organizações sem fins lucrativos – Impulso, IEPS e Instituto Arapyaú – para apoiar municípios e estados brasileiros na resposta ao coronavírus. Sua atuação busca colaborar com a gestão pública, disponibilizando informação qualificada, dados, ferramentas e suporte especializado que contribuam para a superação da pandemia. Dentre as diversas possibilidades que a plataforma oferece, ela auxilia municípios e estados a definir grupos prioritários para serem vacinados, disponibiliza materiais para auxiliar a comunicação com o público, além de apresentar experiências de governos estaduais e municipais.

O Selo Sim à Igualdade Racial é uma ferramenta desenvolvida pelo Instituto Identidades do Brasil, que ajuda as organizações a medirem, reconhecerem e refinarem suas práticas de cultura coorporativa no que diz respeito ao desenvolvimento de ações afirmativas. A partir do preenchimento de um questionário, sua organização é classificada segundo seu estágio de desenvolvimento de ações afirmativas: Compromisso (inicial), Engajamento (intermediário) ou Influência (avançado). Caso opte por aderir ao selo Sim à Igualdade Racial, o Instituto Identidades do Brasil elabora junto com sua organização um plano de ações com o objetivo de desenvolver ações propositivas que valorizam e respeitam as habilidades de cada um, independentemente da cor da pele.

O Mapa da Desigualdade de São Paulo, divulgado anualmente pela Rede Nossa São Paulo, tem a proposta de revelar a cidade por meio de suas diferenças regionais (alcançando a menor unidade administrativa possível). A ferramenta apresenta uma seleção de indicadores por distrito e aponta para as diferenças entre os melhores e os piores – a essa diferença foi dado o nome de “desigualtômetro”, ou seja, quantas vezes o indicador da região com o pior indicador aparece como pior em relação ao indicador da melhor região. Os indicadores analisados no Mapa abordam os seguintes temas: população, habitação, trabalho e renda, mobilidade, infraestrutura digital, direitos humanos, saúde, educação, cultura, esporte e meio ambiente.