O artigo apresenta de forma resumida os principais achados do estudo “Conectividade significativa: propostas para medição e o retrato da população no Brasil”, do NICBR.
Nos últimos anos, o debate sobre o impacto das tecnologias digitais na sociedade tem se tornado cada vez mais intenso e abrangente. Nesse contexto, o uso da Internet e de dispositivos digitais cresceu de forma exponencial, impulsionado pelo surgimento de novas aplicações e serviços, transformando significativamente os estilos de vida das pessoas.
A motivação deste texto é compreender o significado do termo conectividade e como este se traduz na prática administrativa brasileira. Esse termo que foi adotado pelo sistema da União Internacional de Telecomunicações da Organização das Nações Unidas (UIT/ONU) e, por um processo de difusão, a partir de 2022, passou a ser utilizado por determinados órgãos federais. O conceito refuta a lógica binária de simplesmente ter ou não acesso à internet, enfatizando-se a necessidade de acesso de qualidade, tanto em termos objetivos (velocidade de conexão e tipos de dispositivos) quanto subjetivos (capacidades, interesse e contexto de uso da internet). Na busca de conceituar conectividade significativa, foram analisados os principais documentos produzidos no Brasil e no exterior. Considerando-se as dimensões encontradas, foi realizada uma sequência de entrevistas com atores governamentais que atuam em agendas de digitalização do Estado e na universalização da infraestrutura de rede. Apesar de identificar compartilhamento e adoção de conceito mais sofisticado do que a simples universalização de infraestrutura, as práticas em sua maioria ainda estão focadas na expansão física da infraestrutura, com poucas iniciativas voltadas para o desenvolvimento de capacidades ou até mesmo a aquisição/adoção de dispositivos adequados. Foram identificados também hiatos na governança do processo de conectividade, tendo desarticulação não apenas no governo central, como também na coordenação interfederativa.
O Mapa de Processos e Resultados é uma técnica de documentação que fornece uma síntese descritiva do desenho e do funcionamento lógico de programas e projetos públicos. Ela foi sistematizada por Paulo Jannuzzi (2016) a partir de materiais de formação disseminados na esfera internacional (International Program for Development Evaluation Training) que ganhou escala com uma revisão feita pelos técnicos da Fundação João Pinheiro, nos anos 2020, quando de sua aplicação no redesenho de programas estaduais, em Minas Gerais (FJP, 2022).
O pesquisador e autor de “Racismo Linguístico” argumenta que a linguagem está profundamente ligada à discriminação.
Publicação do DIEESE que reúne boas práticas de gestão para promover a equidade racial.
Sugerido por Rafael Moreira, convidado a realizar a Curadoria nº 12 da Plataforma INCLUA ‘Políticas públicas para povos indígenas de recente contato’, esse artigo apresenta a trajetória da elaboração de políticas públicas voltadas para esse segmento dos povos indígenas e aponta os desafios para implementação dessas políticas.
O presente artigo busca entender como as lesbianidades se fazem visíveis nas plataformas de mídias sociais, como Youtube, Instagram e TikTok , considerando a predominância de imagens de corpos brancos, magros, jovens, sem deficiência, performando feminilidade. O artigo discute como esse tipo de representação influencia a criação de algoritmos que atuam de maneira anti-interseccional ao conferirem visibilidade a apenas determinados conteúdos.
Sugerido por Annibal Amorim, convidado a realizar a Curadoria nº 7 da Plataforma INCLUA ‘A Linguagem do Déficit e a Progressiva Enfermidade da Cultura’, esse artigo analisa a construção social da linguagem do déficit e as consequências de sua contínua difusão, contribuindo para a progressiva enfermidade da cultura e seus impactos capacitistas nos territórios existenciais das pessoas com deficiência.