A jornalista Natuza Nery entrevista a antropóloga Débora Diniz sobre os dados da Pesquisa Nacional de Aborto realizada em 2021, e destaca dados alarmantes sobre a dificuldade que as mulheres enfrentam para acessar seus direitos no serviço público de saúde. A pesquisadora afirma que as mulheres que fazem aborto no país estão em todas as classes sociais e por todo território brasileiro, no entanto, a maior parte dessas mulheres tem menos de 19 anos (52%), são religiosas, negras e indígenas, com baixa escolaridade e residentes na região nordeste do país. A pesquisadora ainda ressalta o aumento das barreiras para essas mulheres acessarem o serviço público para realização do aborto, e os desafios que devem ser enfrentados para garantir esse serviço como parte do sistema público de saúde.

O Podcast ‘O Assunto #903: Novo Ensino Médio – os avanços e as lacunas’, discute a Lei aprovada em 2017 sobre a reforma do ensino médio que passou a ser obrigatória a partir de 2022. Nessa reportagem, jornalistas e especialistas apontam como essa mudança agravou as desigualdades entre as escolas brasileiras e como ela continua sendo uma política sem diretrizes claras para sua implementação.

O Podcast ‘O Assunto #915: O déficit das mulheres na política’, discute a representação feminina na política brasileira e os desafios enfrentados por essas mulheres quando ainda são candidatas, e também quando são eleitas.

No Podcast ‘O Assunto’, Julia Duailibi conversa com Edson Cardoso, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo e Márcia Lima, professora do departamento de Sociologia da USP e coordenadora de pesquisa em justiça racial no Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), sobre a lei que reserva 50% das vagas em instituições federais para negros, pardos, indígenas e pessoas de baixa renda. Os especialistas analisam os avanços após 10 anos de sancionada a lei, e os desafios para a consolidação dos direitos conquistados até então.

No Podcast ‘O Assunto’, Renata Lo Prete conversa com Cecília Machado, professora da Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV sobre os avanços e retrocessos relacionados ao direito à licença maternidade no Brasil. A especialista ainda rebate o argumento de que a licença-maternidade seria prejudicial às empresas, discute sobre novos formatos como a ‘licença parental’, e reforça a desigualdade de acesso a esse direito tendo em vista que somente mulheres inseridas na situação de trabalhadoras formais, teriam direito a esse benefício.

No podcast ‘O Assunto’, Renata Lo Prete conversa com Samuel Rodrigues, coordenador, em Minas Gerais, do Movimento Nacional de Pessoas em Situação de Rua, e com André Luiz Freitas, professor e coordenador do programa Polos de Cidadania, da UFMG, sobre o aumento do número da população de rua com a chegada da pandemia da Covid-19 no Brasil. Os especialistas reforçam que moradia é “o eixo condutor de acesso a outros direitos”, como saúde, assistência social e cultura, e que ela não pode ser encarada apenas como mercadoria, mas como serviço, assim como vem acontecendo em outros países com experiências de promoção de políticas públicas ligadas a ideia de “housing first”.

No podcast O Assunto, a jornalista Renata Lo Prete entrevista Fernanda da Escóssia sobre o seu trabalho etnográfico que resultou em uma tese de doutorado sobre as trajetórias de brasileiros que não possuem documentação no Brasil. São citados casos em que pessoas não podem usar serviços públicos por não terem documentação, como por exemplo crianças que não podem se matricular em escolas, pessoas que não podem tomar vacina, ou usar os serviços do SUS, etc. A tese foi transformada no livro, Invisíveis: uma etnografia sobre brasileiros sem documento que foi publicado em 2021 pela FGV Editora.

Em seu Podcast ‘O Assunto’, Renata Lo Prete conversa com a jornalista Giuliana Girardi e com Letícia Bahia, diretora executiva da organização ‘Girl up Brasil’, sobre mulheres e meninas que não tem acesso a itens de higiene pessoal, como absorventes e coletores menstruais por exemplo. Nesse programa são apresentadas iniciativas da sociedade civil e de alguns governos para o enfrentamento do problema, bem como as resistências por parte do governo federal (2021) em considerar esse tema como prioritário para elaboração de políticas públicas.