Política de equidade étnico-racial e de gênero da Fiocruz
A sociedade brasileira é, historicamente, marcada pelo racismo, machismo/patriarcado, classicismo e por outras formas de opressão estruturantes que geram, cotidianamente, desigualdades de gênero, raça, etnia e classe social, imprimindo violências que se interseccionam, discriminações e violações de direitos. Essas opressões são parte da determinação social das condições de vida e de saúde, e geram desigualdades em todas as esferas, desde o modo como operam na produção e reprodução das relações sociais, à forma como se transformam em mecanismo de controle ao acesso a direitos fundamentais como educação, saúde, alimentação, moradia, saneamento básico, cultura, lazer, trabalho e renda. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está inserida no contexto desigual do país e reproduz disparidades em seu cotidiano institucional quando consideradas as dimensões de gênero e de raça/cor/etnia.